De longa tradição na Península
Ibérica, onde foi introduzido pelos Árabes, o azulejo
desempenhou um papel fundamental no universo estético do
Barroco português.
Elemento complementar, ora
substitutivo da pintura, ora dominando como senhor
absoluto, ora em harmoniosa ligação com a pintura e a
talha.
No séc XVII afirmou-se o azulejo tipo
" tapete " em que há uma sequência decorativa que anula
o elemento simples em função do todo.
Em nenhum país do continente europeu
este material recebeu tratamento tão expressivo e
original, bem adaptado aos vários condicionalismos
económicos, sociais e culturais específicos, nem foi
utilizado de maneira tão complexa e dilatada, com fins
que transcendem largamente um mero papel decorativo como
em Portugal.
Esta originalidade foi acrescida pela
utilização do azulejo em Portugal por um período de
tempo que abrange cinco séculos.